terça-feira, 14 de agosto de 2012

Grandes craques bajeenses V - Branco



Branco, o Cláudio Ibrahim Vaz Leal, ex-lateral-esquerdo do Guarany FC-RS, Internacional-RS, Fluminense (onde também encerrou sua carreira), Porto-POR, Brescia,-ITA, Flamengo, Grêmio, Corinthians, Metrostars-EUA e Seleção Brasileira, foi coordenador das divisões de base da CBF e em 2006 assumiu o cargo de coordenador técnico do Fluminense. "A minha escolha de sair da CBF foi por ter um novo desafio. No ano de 2012 treinou o Figueirense durante a realização do Campeonato Catarinense, e embora tenha ganho os dois turnos, ainda foi a uma final com o Avaí, quando este tornou-se campeão. 
O jogador

Nascido no dia 4 de abril de 1964, em Bagé (RS), Branco foi herói na campanha do tetra em 94, ao marcar, de falta, o gol da vitória sobre a Holanda, nas quartas-de-final. O Brasil venceu aquele dramático jogo por 3 a 2. Depois, o time de Parreira passaria pela Suécia e pela Itália, nos pênaltis.

Branco começou a carreira de jogador no Guarani de Bagé (RS), passou pelo Inter (RS), mas começou a se destacar atuando na lateral-esquerda do Fluminense, onde foi tricampeão carioca (83, 84 e 85) e campeão brasileiro de 1984.

Branco disputou três Copas do Mundo (1986, 1990 e 1994). Em 1986, no México, Branco venceu muitas desconfianças e foi um dos destaques do time comandado por Telê Santana. Uma das melhores atuações do lateral naquela Copa foi contra a França. Naquela partida, Branco sofreu pênalti no segundo tempo, que depois Zico perderia.

Em 1990, na Itália, Branco esteve envolvido em uma polêmica. Ele tomou água "batizada" oferecida por argentinos no jogo entre Brasil e Argentina realizado no dia 24 de junho. "Eu fiquei meio tonto. Não imaginei que tinha algo na água", conta Branco. A "armação argentina" foi admitida por Diego Armando Maradona e pelo técnico Carlos Bilardo.

Depois de brilhar no Fluminense ao lado de Assis, Washington, Romerito, Ricardo Gomes e companhia, Branco defendeu equipes de Portugal e da Itália. Retornou ao Brasil em 94 para jogar no Corinthians e por pouco não conquistou mais um título brasileiro. O alvinegro do Parque, time do lateral e do técnico Jair Pereira, ficou com o vice. O Palmeiras comemorou o título. "Queria muito ter sido campeão pelo Corinthians, que foi um clube que me acolheu muito bem e era bem estruturado", comenta o ex-lateral.

Em 13 de maio de 2012, após campanha brilhante no comando do Figueirense conquistando o primeiro e o segundo turno do Campeonato Catarinense, devido a um fórmula esdrúxula , teve que jogar a final com o Avaí e foi derrotado. E mesmo cumprindo um ótimo início do ano, a diretoria resolveu demiti-lo. 

VEJA O GOL DE BRANCO QUE DECRETOU O 3 X 2 PARA O BRASIL CONTRA A HOLANDA NA SEMIFINAL DA COPA DO MUNDO DE 1994
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Enrico Bianco, um pintor BRASILEIRO




Enrico Bianco, nasceu na Itália em 1918. Sempre teve uma ligação com nosso país, pois seu pai, Francesco Bianco era escritor e correspondente internacional do Jornal do Brasil. O jovem Enrico, aos 17 anos pintava embalado pelo piano tocado por sua mãe, Maria Bianco-Lanzi, uma mulher de cultura invulgar.
A  família sofreu um baque com a morte de sua mãe, e também pelo fato de Francesco ter sido um deputado pela democracia-cristã, e com isso caiu em desgraça pela ascensão do fascismo na Italia. O JB, vivendo a crise dos anos 30 demitiu-o da posição de correspondente na Itália.
Com isto a família emigrou para o Brasil, que Francesco já conhecera em 1920. E assim, em 1937, Enrico Bianco chegou ao Rio de Janeiro, acompanhado do pai e da irmã, estabelecendo-se para sempre no Brasil.
Algum tempo depois, teve um encontro que marcou-o para sempre. O pintor Paulo Rossi sugeriu que ele visitasse uma obra que Portinari estava fazendona sede do Ministério da Educação. Ele foi e lá só encontrou três ajudantes.
Estes ajudantes estavam enfrentando dificuldades para executarem a ampliação, em afresco, da mão de um garimpeiro, Enrico pediu licença e sozinho pintou aquele detalhe.
Logo chega Portinari, que percebendo a intromissão, perguntou: “Quem fez aquela mão ali?” Os ajudantes apontaram para Enrico, quieto a um canto. Portinari não deu importância ao jovem, que ficou constrangido.
Bianco arrependeu-se de ter ido lá e mais ainda de ter interferido na obra, mas ficou observando o desenrolar dos trabalhos. Ao chegar a hora do almoço, Bianco fez menção de retirar-se, despedindo-se de Portinari que lhe perguntou do mesmo jeito carrancudo: “Mas, aonde vai?” “Para casa”, respondeu Bianco.
`Portinari estendeu-lhe a mão com a mesma cara de zangado perguntou: “Mas amanhã você volta, não volta?”
Assim Enrico Bianco se integrou à equipe de Portinari, do qual foi um valioso colaborador e a influência do mestre é sentida em toda a sua obra.
Esta aproximação que tanto lhe beneficiou, também trouxe problemas, por razões políticas.
Em 1960 foi convidado para expor alguns trabalhos na 2ª Bienal do México. Como o Itamarati pagou as despesas de viagem aos pintores brasileiros, tomou-se ao direito de rever a lista dos artistas expositores, e assim cortou Bianco , sob a alegação de que ele era italiano e não representava a arte brasileira. Sua temática era toda ela voltada  para a nossa terra, nossa gente, nossos costumes. Rubem Braga saiu em sua defesa em crônica publicada pela revista Manchete.
Não resolveu. Quando o Estado interfere na arte, a arte sempre leva a pior, e o artista também.
Enrico nasceu em Roma, em 1918, no dia 18 de julho. Veio muito jovem para o Brasil e aqui desenvolveu-se, conviveu com grandes mestres da pintura, como Portinari, teve Burle Marx entre seus amigos e recebeu muitos elogios de especialistas em arte, como Antonio Bento e Pietro Maria Bardi.
Podemos, sem medo de errar, dizer que Enrico Bianco é o mais brasileiro dos pintores italianos, e por isso pode ser incluído no rol dos PINTORES BRASILEIROS.

Algumas obras deste artista:








segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Grandes craques bajeenses IV - Luis Fernando

Um caso de precocidade e talento
O que dizer de um jovem que, com 15 anos de idade, saiu do futebol amador para os profissionais do Guarany?
 







































Pois Luís Fernando Rosa Flores, nascido em Bagé, no dia 22 de fevereiro de 1964, destacou-se no Kennedy e foi convidado a jogar pelo Guarany, tornando-se titular em 1980, ficando no clube até 82 e tendo como treinadores Ivan Ravaza e Serafim Krob.
Meia-atacante de grande habilidade, transferiu-se depois para o Atlético de Carazinho e, no futebol gaúcho, atuou também pelo Atlético de Carazinho, Internacional de Santa Maria, Pelotas, SER Caxias e Internacional de Porto Alegre.
Luís Fernando jogou também na Paraíba (Botafogo), Bahia (Esporte Clube Bahia), Rio Grande do Norte (ABC de Natal) e Minas Gerais (Cruzeiro e Villa Nova) e teve experiência internacional em Portugal, na Ilha da Madeira.
Já no final da carreira, jogu quatro partidas pelo Esporte Clube Rio Grande.
Abandonado o futebol, continuou residindo em Belo Horizonte, atualmente atua como auxiliar técnico no Goiás.

sábado, 11 de agosto de 2012

Stephen Wiltshire, artista londrino

Stephen desenhando Toquio
Desenhando Nova Iorque


Stephen Wiltshire é um artista que desenha e pinta paisagens detalhadas, prefere as cenas urbanas. Ele tem um grande talento para desenhos realistas, representações precisas de cidades, mesmo que às vezes as observe por pouco tempo.


Ele foi premiado com um MBE, por serviços prestados ao mundo da arte em 2006. Estudou Belas Artes no City & Guide Art College. Seu trabalho é muito conhecido em todo o mundo.



Aos três anos ele foi diagnosticado como autista. não se comunicava com ninguém e viva no seu  mundinho próprio

Aos cinco anos foi enviado à Escola Queensmill, em Londres, onde observou-se que o seu passatempo era desenhar, coisa que fazia por horas a fio. Era só o que ele gostava de fazer. Logo se tornou evidente que esta era a sua maneira de se comunicar com o mundo. Ele começou desenhando animais, depois os famosos ônibus de Londres e por fim edifícios. 










Os desenhos de Stephen mostram uma perspectiva magistral, um talento natural e inato.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A arte de Natalia Goncharova

Natália Sergeevna Goncharova (1881-1962), viveu durante a pré-revolução russa e foi nesta realidade sócio-cultural que se desenvolveu. De tendência cubo-futurista – escola russa, que combinava o cubismo francês e o futurismo italiano –, Goncharova foi também profundamente influenciada pelos aspectos primitivos da arte popular de seu país.

No princípio de sua carreira, a artista estava mais preocupada com a pintura dos ícones e primitivismos de seu povo. Mas o que a tornou famosa foi sua obra futurista, como o Ciclista, e suas posteriores obras raionistas.

Autorretrato
Colheita de maçãs (1909)
Lavadeiras (1911)
Colheita de vinho (1911)

No princípio de sua carreira, a artista estava mais preocupada com a pintura dos ícones e primitivismos de seu povo. Mas o que a tornou famosa foi sua obra futurista, como o Ciclista, e suas posteriores obras raionistas.
Ciclista (1911)
O raionismo foi um tipo de arte abstrata, desenvolvida por Gonchorova e Mikhail Larionov (seu marido), que pretendia avançar nas formas espaciais, a partir da interseção de raios refletidos de múltiplos objetos e formas. Os artistas buscavam a essência da pintura, através da combinação de cores, saturação, relação das massas de cor, profundidade e textura.



Na ordem em que aparecem acima: Espanhola (1918); Mantilha espanhola (1920); Flores (1911); Paisagem (1915/16) e O Mercador de laranjas (1915/16)


No raionismo da arte de Gonchorova, um raio é representado provisoriamente na superfície por uma linha colorida.

Agora, se nós não nos preocuparmos com os objetos em si, mas com as somas dos raios a partir deles, podemos construir uma imagem da seguinte forma: a soma dos raios de um objeto cruza a soma dos raios do objeto B, no espaço entre eles certa forma aparece, e esta é isolada pela vontade do artista.
Percepção, não do objeto em si, mas da soma de seus raios, está, por natureza, muito mais perto da superfície simbólica da imagem do que é o próprio objeto. Isso é quase o mesmo que a miragem que aparece no ar ardente do deserto e representa cidades distantes, lagos e oásis no céu (em casos concretos). Raionismo apaga as barreiras que existem entre a superfície da imagem e da natureza.


Espanhola (1918)
Banhistas (1916/18)

Além de pintora, Gonchorova foi figurinista, escritora, ilustradora e cenógrafa. Trabalhou desde a pintura a óleo ao design têxtil. A partir da adolescência, alguns de seus principais trabalhos foram feitos para o teatro, projetando cenários e figurinos para o Ballet Russo de Diaghilev.

Goncharova era uma radical, tanto na arte quanto na vida:

  • viveu com Mikhail Larionov durante décadas, casando-se somente em 1955. Ainda assim devido à questões de herança;
  • Larionov, interessando em tatuagens, pintava seus corpos e de amigos, com imagens, palavras ou frases ofensivas, e saiam desfilando pelas partes ricas da cidade, sentavam-se em cafés;
  • apesar da grande reputação como artista, teve vários problemas com a lei, tendo sido julgada por pornografia depois de uma mostra de suas pinturas em que abordava a nudez, isso em 1910;
  • algumas de suas pinturas religiosas foram removidos à força de várias exposições e proibidas durante bom tempo pelo “Santo Sínodo”.

Natália Goncharova e amigos. Da esq. para a direita: Natalia Goncharova, Igor Stravinsky (compositor russo - 1882-1971), Léon Bakst (figurinista russo/1866-1924), Mikhail Larionov (em pé, pintor russo/1881-1964), Leonid Massine (coreógrafo russo/ 1896-1979) – Lausanne, Suíça, 1915







quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Informação X Conhecimento





Será que a quantidade de informação a nossa disposição na internet gera conhecimento?

Coloquei no Google a palavra FÍSICA e gerou em apenas 0,29 segundos, 183.000.000 (cento e oitenta e três milhões) de referências. Ora, se gastarmos apenas 3 segundos para abrir e ler cada uma delas, teríamos o exagero de 549.000.000 de segundos, que resultariam em 9.150.000 minutos, seriam  152.500 horas ou 6.354 dias, então para isso precisaríamos reservar 17 anos da nossa vida, isso sem dormir nem parar para nada. Como temos que parar para dormir, comer e fazer a higiene diária, dobraria o tempo para 34 anos para abrir e passar os olhos nestes arquivos.

A internet é uma poderosíssima arma, mas é necessário que se tenha cuidados especiais para utilizá-la.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As Redes Sociais (Pedro Araujo)

O social está assumindo um papel cada vez mais importante no mundo da Internet. Os chamados "softwares sociais" estão cada vez mais sendo usados e têm contribuido para a aproximação das pessoas e a criação de comunidades virtuais.

Por Pedro Araújo

Uma comunidade pode agregar pessoas ou valores na medida que desenvolve o capital social envolvido no seu ambiente. Uma comunidade com um maior capital social tem um maior compartilhamento de conhecimento, o que faz com que as chances de mudanças comportamentais significativas sejam maiores do que em comunidades com menor capital social. As comunidades com maior capital social certamente dispõem de muitos participantes com elevado capital social individual. Mas, afinal, o que é capital social? Podemos definir capital social como sendo a soma dos potenciais disponíveis em uma rede de relacionamentos.

O capital social pode ser caracterizado através de três dimensões básicas:

Estrutural (em rede): habilidade que as pessoas têm para fazer contato com outras pessoas. Reduz a quantidade de tempo e o investimento necessário para se obter informações, localizar especialistas, resolver problemas.

Relacional (compromissos): o senso de comprometimento desenvolvido ou que se desenvolve através de obrigações, normas, confiança e identificação.

Cognitivo (aprendizado): o interesse ou o entendimento comum; o desenvolvimento de um contexto compartilhado entre ambas as partes.

Assim, as comunidades virtuais podem ser um elemento significativo para a ampliação do capital social de pessoas ou organizações. Esses ambientes dão oportunidades para que os indivíduos façam novos contatos, abrindo espaço e tempo para seus relacionamentos, achando meios para o compartilhamento de culturas e experiências e, com isso, aprimorando de forma consciente, ou não, as suas vidas.
Nas comunidades virtuais, vemos pessoas colocando suas postagens em resposta às colocações já realizadas, estabelecendo vínculos diretos: as chamadas “ligações fortes”.
Por outro lado, a maioria dos participantes somente olha – e rapidamente – as colocações feitas, estabelecendo, assim, vínculos distantes: as “ligações fracas”. Nessa área, se explora o conceito de “individualismo em rede”, como uma extensão da tendência ao individualismo já existente na nossa sociedade atual.
Vivemos uma grande contradição. Estamos presenciando na nossa sociedade uma individualização intensa, enquanto que, simultaneamente, estamos dependentes do relacionamento com os outros. O sociólogo Manuel Castells diz que o grande papel da Internet na estruturação das relações sociais é a sua contribuição para esse novo tipo de sociabilização, baseada no individualismo. Para ele, a web é o suporte apropriado para a difusão do individualismo, onde as pessoas habitam as comunidades virtuais com ligações fracas.
Embora o surgimento das redes de relacionamento tenha provocado em algumas pessoas o efeito contrário do que o esperado, a psicanalista Anna Verônica Mautner acredita que esse individualismo está aos poucos se rompendo, mas, ao mesmo tempo, estamos fazendo uma comunicação surda. “Facebook, orkut são exemplos de comunicação surda. As pessoas escrevem coisas como ‘Agora eu vou tomar banho’”. Para Anna Verônica, as pessoas se abrem, desabafam, mas não interagem; por isso, a psicanalista chama de “surda” essa forma de comunicação.
Há a visão de que o real e o virtual são dois mundos distintos. Algumas pessoas veem as comunidades virtuais como ilhas exóticas, com espaços sociais delimitados, independentes do tempo, do espaço e do local. O fotógrafo Lucas Martins defende a mudança do conceito da Internet para “artefato cultural”. O que ele chama de “mudança de foco” é as pessoas deixarem de “ver a atividade online como um desligamento das atividades da vida real”.
As facilidades do mundo virtual são muito bem-vindas ao nosso dia-a-dia. Para Lucas, “se podemos evitar as enormes filas dos bancos pagando nossas contas em casa, pela Internet, por que não usarmos a tecnologia a nosso favor, economizando tempo e estando livre de assaltos?”. Já para Anna Verônica, o problema surge quando tudo parece poder ser resolvido com o simples apertar de um botão. Durante a entrevista, a psicanalista pega um pedaço de papel e faz um barquinho. “Eu fiz uma coisa. Quando eu escrevo ‘barquinho’ no computador, eu não fiz nada. Temos que ensinar o homem a voltar a fazer”, conclui Anna Verônica.