domingo, 6 de maio de 2012

Grandes craques bajeenses II - Tupãzinho





(Fonte: Wikipedia)
José Ernâni da Rosa, mais conhecido como Tupanzinho ou Tupãzinho (Bagé, 17 de outubro de 1939 — São Paulo, 28 de fevereiro de 1986), foi um futebolista brasileiro.
Atacante, Tupãzinho herdou o apelido do pai, Tupã, um dos grandes nomes da história do futebol gaúcho. Iniciou a carreira no Bagé para, em seguida, transferir-se ao arquirrival Guarany, vendido por  300 mil cruzeiros. Tupãzinho foi o grande destaque do Guarany na temporada de 1962, quando o clube terminou na terceira colocação do Campeonato Gaúcho.
Em 1963, o Palmeiras adquiriu o passe de Tupãzinho por 30 milhões de cruzeiros. Estreou na equipe alvi-verde no dia 16 de janeiro de 1963, em derrota de 2 a 1 para o Sporting Cristal, do Peru. O resultado ruim da estréia não impediu que Tupãzinho se tornasse um dos maiores jogadores da história Palmeiras. Pelo clube, conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1963e 1966, o Torneio Rio-São Paulo de 1965 e, em 1967, os dois principais títulos nacionais da época (Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa). Permaneceu no clube paulista até 1968, participando de 231 jogos (136 vitórias, 44 empates e 51 derrotas) e marcando 122 gols (média de 0,52 por partida), tornando-se o 9º maior artilheiro da história do Palmeiras. Seu último jogo pelo clube ocorreu no dia 10 de fevereiro de 1968, na derrota de 3 a 0 para o Internacional de Porto Alegre, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
§  Campeonato Citadino de Bagé: 1957.
§  Copa Centenário de Bagé: 1959.
§  Torneio Pentagonal de Guadalajara: 1963.
§  Campeonato Paulista: 2 vezes (1963 e 1966).
§  Copa João Havelange: 1966.
§  Torneio do Centenário do Rio de Janeiro: 1965.
Artilharia

Fonte: http://terceirotempo.bol.uol.com.br/quefimlevou
José Ernâni da Rosa, o  maravilhoso Tupãzinho, grande atacante da Sociedade Esportiva Palmeiras na época da Academia de Filpo Nuñes, morreu no dia 16 de fevereiro de 1986, aos 46 anos. 
Assim como o ex-zagueiro Raul Donazar Calvet, do Santos, Tupãzinho nasceu em Bagé (RS) no dia 26 de outubro de 1939.
Tupãzinho integrou o maior Palmeiras de todos os tempos, aquele de 1965: Valdir Joaquim de Moraes; Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Julinho, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo. Esse time vestindo o manto sagrado da CBD derrotou o Uruguai por 3 a 0, no Mineirão, no dia 5 de setembro de 1965.
Mas Tupãzinho fez muito mais: foi o melhor jogador do Palmeiras na Libertadores da América de 1968, da qual o Verdão foi apenas vice-campeão. Só que Tupã jogou tanto, que Carlos Billardo, ex-armador do campeão Estudiantes de La Plata e hoje técnico, disse que os maiores jogadores brasileiros que ele viu na vida foram: "O negro (Pelé), o loiro (Ademir da Guia) e Tupãzinho, aquele que tinha a perna torta igual a do Garrincha", disse-me Billardo nos corredores do Centro de Imprensa de Paris durante a Copa de 1998.
Só que o final de carreira de Tupãzinho no Palmeiras foi melancólico. Ele foi trocado pelo lateral Zeca junto ao Grêmio de Porto Alegre. No Sul, terra do atacante, pouco jogou. E ao encerrar a carreira voltou a São Paulo, onde vivem suas filhas, e morreu quando trabalhava em salões de carteado.











Na foto, você confere o atacante nos gloriosos tempos de Palmeiras. Veja, de corpo inteiro, como era Tupãzinho, o genial Tupãzinho, ao lado de dois mascotes e do então veloz Gildo Bala, em 1965. Observe como eram tortas as pernas do gaúcho Tupãzinho. Tortas para dentro, lembrando Garrincha, certo?







Tupãzinho e Max Ravazza no Guarany F.C.
















sábado, 5 de maio de 2012

Mario Donizetti - Pintor contemporâneo italiano


Mario Donizetti (23 janeiro de 1932) é um pintor e ensaísta italiano, de Bergamo, Lombardia.



      Um dos grandes protagonistas da arte contemporânea, é considerado o expoente máximo da pintura figurativa realista. Em um documentário a ele dedicado pela CNN Internacional de Nova Iorque, Elsa Klensch definiu sua arte “de qualidade superior ao tempo”, afirmando que é esta qualidade atemporal que o faz famoso em todo o mundo.
 Ele usa técnicas muito pessoais, baseadas em pesquisa científica, reinventou um método de pintura que havia se perdido no passado, promovendo uma transformação radical no pastel com modificações estruturais no método e nos materiais.
Trata-se de um pintor com técnica absolutamente pessoal, porém muito inovador, representando a continuidade do passado e da história da arte ocidental.
Para a propagação de suas técnicas, complementando a ação do Centro de Pesquisa Técnica das Artes (constituído em 1977 em Bergamo), em 2003 ele fundou uma Academia de Belas Artes online (www.donizetti-museoscuola.it), que tem sede em Aquileia.

Abaixo, uma série: Os Pecados Capitas

Avareza

Gula

Inveja

Ira

Luxúria

Preguiça

Soberba



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta - Palavras Que Sumiram do Mapa

Se você acha que café com leite é só a bebida mais comum do mundo no café da manhã, ou que babado serve apenas para enfeitar a saia, é porque ainda não leu o Pequeno dicionário brasileiro da língua morta, o novo livro do jornalista Alberto Villas que a Globo Livros está lançando. 
Nele, é possível descobrir que café com leite tinha três significados: uma pessoa meio boba, que não fazia parte de nenhuma rodinha de amigos; o sujeito fácil, assim como o arroz de festa; uma referência à política dos Estados de Minas e São Paulo – Minas entrava com o leite, São Paulo, com o café, e os dois estados dividiam o poder político nacional. Babado seria o equivalente da expressão que se fala hoje “qual é a boa?” Babado tanto podia designar fofoca como novidade. “O babado corria de boca em boca, cada um dando sua opinião, se espantando ou criticando. Não tinha babado que passasse em branco”, diz Villas no livro. 
E por que o jornalista garimpou tantas palavras que caíram em desuso? Para mostrar como a língua portuguesa tem um rico vocabulário e sofre mutações ininterruptamente? Talvez. Essa é uma possibilidade. Mas, para Max Gehringer, que assina uma das orelhas do livro, “o que o Villas fez foi garimpar palavras por puro deleite, como quem encontra um empoeirado disco de vinil da Jovem Guarda (‘Meu Broto’, com Teddy Milton) e aí embarca numa nostálgica viagem no tempo”.  Durante essa viagem, Villas foi escarafunchando seu baú de memórias e desencavou palavras divertidas, como xumbrega. “Diz a lenda que essa palavra tem origem lá por volta de 1600, quando o aventureiro alemão Friedrich Hermann Schönberg, que comandava as tropas de Portugal contra a Espanha, se deu mal. Schönberg acabou virando xumbrega. E xumbrega quer dizer uma coisa ruim, feia, mal- acabada.
” O abecedário formulado por Villas traz algumas milongas (mexericos), mas nada que faça corar sirigaitas (mulheres ousadas, atrevidas) ou mancebos (rapaz novo, que hoje seria o correspondente a “gato”). Pode ser que fãs do cantor Fagner fiquem chateados ao saber que o autor do livro acha a voz dele igual à de taquara rachada: “É só ouvir o primeiro disco dele – ‘Manera Fru Fru Manera’ – ou o segundo, ‘Ave Noturna’. Não que o autor de ‘Mucuripe’ tenha uma voz irritante, mas é muito particular, de taquara rachada”. Mas, para livrar um pouco a barra dele, Villas complementa: “A Desciclopédia tem uma lista enorme de pessoas com voz de taquara rachada. De Tiririca a Xuxa, passando por Sandy Leah, a Sandy do Júnior”. 
Exemplos de palavras hilárias pululam no livro. Como manota, aquele fora que, por mais que se queira, não há como remediar: você chega para uma mulher, olha a barriguinha dela e pergunta: “É pra quando?”. E ouve a resposta: “Não estou grávida!”. Que mancada!  Ou que quiproquó! Se você tem vontade de engrossar seu vocabulário, e quer fazer bonito com os seus amigos, pode adotar daqui para frente fuzarca, víspora, palangana. 


Esse é o melhor jeito de lavar a égua.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Grandes craques bajeenses I - Saulzinho




Saul Santos Silva, o Saulzinho, ex-centroavante do Vasco da Gama, mora em Bagé (RS), onde é advogado. Saulzinho começou a carreira no Guarany de Bagé e jogou no Vasco, de 1961 a 1965. Em 1962, ele foi artilheiro do Campeonato Carioca, anotando 18 gols.


Ele tem duas filhas do primeiro casamento, sendo uma delas a primeira secretária na embaixada do Brasil em Tóquio, no Japão. A outra filha é jornalista, mora em Florianópolis (SC) e é casada com o também jornalista Alex Fernandes.


Seu único neto, que mora na capital catarinense, é goleiro de futebol de salão. O garoto chama-se Victor. Seu genro, Alex Fernandes, está escrevendo um livro sobre a carreira do grande matador que o Vasco teve nos anos 60.


Como curiosidade, lembramos que Gainete (Carlos Gainete), ex-goleiro do Internacional e hoje técnico, é casado com a irmã da ex-mulher de Saulzinho. O ex-centroavante vascaíno é viúvo da primeira esposa.


Ele casou-se novamente e sua mulher se chama Lorena. No segundo casamento, Saulzinho não teve filhos e tem 3 enteados.


Ainda sobre Saulzinho, recebemos o seguinte texto, no dia 19 de janeiro de 2006, de Alex Fernandes, jornalista e genro do ex-centroavante:


Saulzinho, o Saul Santos Silva, nasceu em Bagé-RS no dia 31 de outubro de 1937. De família humilde, começou a jogar futebol muito cedo e logo defendeu as cores do Guarany de Bagé. Disputou sua primeira partida profissional em 1954, contra o Nacional, de Porto Alegre-RS, fazendo um gol de bicicleta.


Artilheiro nato, acabou se destacando no campeonato gaúcho. Em 1961, foi para o Rio de Janeiro, para atuar no Vasco da Gama, tendo a difícil missão de substituir o consagrado craque cruzmaltino Vavá. E acabou dando certo. Em 1962, o craque sulista foi artilheiro do campeonato carioca, com 18 gols. Nessa época, formou ataque com Lorico e Da Silva. Diversas contusões acabaram prejudicando sua carreira no futebol carioca, mas Saulzinho, soube conviver com os problemas e sempre dar a volta por cima.



Ele lembra que na década de 60, o Vasco fazia diversas excursões pelo mundo, o que o levou a conhecer quase toda Europa, a África e América. Deixou o Vasco em 1965, voltando para Bagé e encerrando sua carreira no Guarany.


Hoje Saulzinho é advogado em sua cidade natal. Continua gostando bastante de futebol, mas não se envolve diretamente com os clubes de Bagé. Viúvo, tem duas filhas: Cláudia, diplomata e 1ª secretária da Embaixada do Brasil no Japão, e Adriane, jornalista e gestora de marketing do jornal Diário Catarinense. Tem um neto, Victor, que segue os passos do avô, se destacando como goleiro de futsal do Lagoa Iate Clube e da seleção de Florianópolis, na categoria Sub-11.


Segundo Saulzinho, jogar futebol naquela época era muito complicado. “Os zagueiros eram mais violentos, a chuteira e a bola não eram tão boas quanto às de hoje e os campos eram muito esburacados”. Mesmo assim, o ex-artilheiro lembra da galeria de craques de seu time e dos adversários. “Tínhamos que enfrentar o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Jordan, o Fluminense de Castilho e Pinheiro ou o Santos de Pelé. Não tinha moleza nos anos 60”, ressalta.
Alex Fernandes (jornalista e genro de Saulzinho)

















Praça Especial para Crianças Especiais

A Prefeitura de Bagé está realizando a colocação do piso e pintura dos brinquedos da Praça Especial, situada na Praça das Carretas. 





A Praça Especial é única do Estado e a 3ª praça do Brasil totalmente adaptada para crianças portadoras de necessidades especiais. Seis brinquedos adaptados serão entregues à comunidade bageense.



Hoje pela manhã, visitando a Praça Especial e por lá encontrei o Prefeito Dudu Colombo vistoriando os últimos retoques que faltam para entregar a praça à comunidade, tive a oportunidade de parabenizar o nosso prefeito pela bela iniciativa que coloca Bagé na vanguarda mais uma vez.







Todos os brinquedos ali instalados foram todos criados por um funcionário da Prefeitura Municipal utilizando material reciclado, ao João Luiz e equipe, da SMAU, o reconhecimento por este brilhante trabalho.


Outros municípios já buscam em Bagé este projeto para também proporcionarem às suas crianças especiais momentos de lazer, integrando-as a vida da sua cidade.