domingo, 3 de março de 2013

Chema Madoz, fotógrafo

Fotógrafo espanhol nascido em 1958, em Madrid, vale a pena visitar seu site: http://www.chemamadoz.com







sábado, 2 de fevereiro de 2013

Retratos ponto a ponto


Artigo da autoria de Vasco Neves

Na série CONSTELLATION da artista Kumi Yamashita, são-nos apresentados retratos. Criadas a partir de madeira fio e pregos, tem um nível de detalhe espantoso. Entre os retratos estão o da própria artista e do seu namorado.


Num primeiro olhar parecem retratos a preto e branco, mas isso era ser redutor perante estas obras. São retratos efectivamente, e as cores branco e preto também estão presentes, no entanto é na composição das obras que está o segredo.

Kumi Yamashita, é uma artista que molda os materiais para obter certos efeitos. Por vezes vamos ao engano, no sentido em que o resultado final das suas obras, não é apenas a soma de todas as partes. É conhecida principalmente pela sua série LIGHT & SHADOW, onde a artista tece fantásticos jogos de luz e de sombras, para obter imagens completamente diferentes da fonte.




Yamashita revisita-se constantemente, nunca fechando as suas "séries". Com este incluir constante de obras novas, é normal que encontremos dentro da mesma "série", obras com alguns anos de diferença.


Para a série CONSTELLATION, a artista usa materiais bastante comuns. Um painel de madeira pintado de branco, pregos galvanizados (para não enferrujarem), e um longo e contínuo fio de linha preta. 
Um bailado perfeito entre pregos e linha, onde se criam imagens de rostos com um detalhe absoluto. Mesmo usando elementos simples na criação, estas obras revelam toda a sua complexidade no processo de "tecer" o fio. Esta composição em rede, quase como as aranhas, é feita de maneira a que a imagem adquira um efeito monocromático.


Nesta série a artista "sente-se um pouco como os antigos Gregos, que ao olhar para pequenos pontos no céu, os ligavam de maneira a que surgissem formas mitológicas".
Pessoalmente estas obras remetem-me para os livros de colorir da infância, que tinham por vezes as imagens em pontos, onde o objectivo era unir os pontos com um lápis até criar uma imagem. E isso é uma boa memória.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Tom Veiga, o artista das ondas e do surf



























Tom, que trabalha como diretor de arte em Curitiba, foi buscar inspiração nas ondas do mar e nas cores vibrantes para criar a Serie Waves, que já estampou cartazes de campeonatos, skates e pranchas; tematizou a campanha do International Surfing Day e ganhou luz em importantes publicações - impressas e online - do segmento, como The Surfer’s Path, Club Of The Waves,  3 Sesenta, Drift, entre outras.

Recentemente, o designer foi convidado pela Billabong europeia para participar da coleção Verão 2012 feminina da marca, criando uma série de produtos, como camisetas, biquínis, carteiras, chinelos e outros, que levam os desenhos de suas ondas de linhas simples e cheias de cor.

Em seu site, Tom resumiu a sua relação com o trabalho, surf e arte: “Da união entre meu trabalho como designer e minha paixão pelo surf, surgiu a Serie Waves, coleções de artes inspiradas nas sensações e sentimentos que o vento do mar, o calor do sol e o movimento das ondas transmitem. Meu trabalho busca interpretar ao máximo as características únicas de cada onda pelo mundo usando o mínimo de traços possíveis e tendo o design como ferramenta, valorizando cores, movimentos e contrastes.”

Com o gancho no tema do evento, "Surf é Religião", Tom Veiga: “Eu sempre falo que Deus estava inspirado demais quando criou o mar e as ondas, pois elas são inspiradoras... Não tem uma pessoa que não veja o mar e não dê um sorriso. A onda é um presente de Deus para as pessoas curtirem, praticarem seus esportes com saúde e em família, e também serve de fonte de inspiração para músicos, poetas, fotógrafos, artistas, pintores; é uma obra prima que podemos explorar da melhor forma que conseguirmos e no meu caso, exploro através das minhas artes."

Para saber mais de TOM VEIGA, procure-o no facebook, está entre os meus amigos. 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Relembrando maio de 2011


Bagé, minha terra...


            Ruas largas, com canteiros a dividir as vias, paralelepípedos ou pedras irregulares a cobri-las, bem traçadas, cortando a cidade de meus encantos de norte a sul e de leste a oeste, num imenso tabuleiro colocado sobre os campos planos e de horizonte largo da região da Campanha.

            Ah, que saudade de minha terra! Das esquinas, por vezes cortadas pelo minuano gelado, das praças com suas árvores frondosas que abrigam do sol inclemente do nosso rigoroso verão a tantos quantos ali fazem uma pausa para recuperar energias, da luminosidade própria do outono, com seus dias brilhantes e tranqüilos e da alegria da primavera, com suas cores características e perfumadas.

            Bagé que eu não esqueço nunca. Caminho em tuas calçadas, admiro tua arquitetura, sinto teu cheiro que entra pelas narinas e aquece o coração, revejo amigos, queridos amigos que fazem parte da minha vida, visito praças, igrejas, paro em uma esquina da Sete, só para apreciar o vai-e-vem dos carros, aceno para alguns que me devolvem sorrisos de seus interiores, olho pra cima, tento ver as horas no Avenida que não me responde, pela posição do sol, atrás da Conceição, deduzo.

            Volto a andar, devagar, bebendo cada nuance de minha cidade, acariciando cada parede, como se sentisse nos dedos o toque macio da pele da minha amada, viro uma esquina que me leva à infância, voando em minha bicicleta aro 28, alcanço os pedais com as pontas dos pés.

            Saudade, saudade...

            Porque o destino me afastou de ti? Teimosa, no entanto, permaneces pra sempre em mim, marcada, gravada, indelevelmente, minha Bagé bicentenária, jovem, vigorosa e eternamente bela.

            Eu voltarei, me aguarda.


Porto Alegre, 20 de maio de 2011

E VOLTEI, em dezembro de 2011

Socorro Dom Bosco, socorro Padre Muraro (II)


Surpreso, leio na Folha do Sul que a reunião, previamente marcada para hoje, para tratar do caso ISPEA teria sido cancelada pelo Prefeito Dudu Colombo por recomendação da direção Salesiana em Porto Alegre, já que a decisão de fechar aquela instituição havia sido tomada em caráter irrevogável e que não mandariam, nem autorizariam, nenhum salesiano a participar dela.
            Positivamente, o ideal de Dom Bosco e o sonho do Padre Muraro foram detonados justamente por aqueles que deveriam lutar pela sua preservação. O que está havendo com os salesianos?
            Quantos jovens em vulnerabilidade social ficarão desassistidos a partir de tão desastrada decisão?
            E o mais impressionante de tudo é que ao menos querem debater a respeito de assunto tão importante para a nossa Bagé, parece coisa de criança emburrada. O que está havendo com os salesianos?
            Prefeito Dudu Colombo, antes de ser político, o senhor é um educador, tome para si esta responsabilidade e como um verdadeiro líder da comunidade busque com as forças políticas e sociais de nossa cidade uma solução para este impasse.
            Quem sabe criar o Centro de Educação e Assistência Padre Muraro numa parceria público privada? Nossos jovens continuariam assistidos e ainda seria reconhecido o tanto que este homem fez por Bagé e especialmente pelo Povo Novo. Esta é apenas uma sugestão, outras surgiriam se o debate for estimulado.
            Se os salesianos nos oferecem um limão, façamos uma limonada.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

A arte do chinês Zhou Jin Hua
















Pinturas aéreas de Zhou Jin Hua.
Zhou Jin Hua nasceu em 1978 e se graduou na Academia de Belas Artes de Sichuan, China. Vive em Xangai atualmente. As "miniaturas" de Zhou, que nesta mostra se apresentam sob o signo de "Spotty Séries", retratam a humanidade na sua insignificância. Foram expostas. inicialmente, em 2005, na Galeria ShanghArt, juntamente com trabalhos de outros artistas chineses que nasceram pouco antes da Revolução Cultural.